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JUN
26
26 JUN 2026
SAÚDE
Patos de Minas capacita servidores da saúde e amplia vigilância sobre leishmaniose
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Centro de Controle de Zoonoses está realizando palestras sobre a doença para agentes de saúde e de endemias

                                                   

A Prefeitura de Patos de Minas, por meio do Centro de Controle de Zoonoses, está realizando ciclo de palestras sobre leishmaniose para agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias. O objetivo é capacitar esses profissionais para, durante as visitas domiciliares, auxiliarem na identificação de animais com sinais da doença, sobretudo cães, e orientar os moradores.  

No município, a leishmaniose visceral canina (LVC) tem preocupado os órgãos competentes. Já são 59 cães confirmados com a infecção de janeiro a junho deste ano. Em 2025, foram 131 positivos. A doença é transmitida pela picada da fêmea do mosquito-palha, mas os cachorros podem atuar como reservatório do protozoário causador da doença (gênero Leishmania). Por ser uma zoonose, traz riscos aos seres humanos. 

O cão doente tem as células de defesa comprometidas, sofrendo alterações nos órgãos vitais. Ele pode apresentar fraqueza, lesões no focinho e nas orelhas, emagrecimento e crescimento anormal das unhas. O tratamento consiste em controlar a doença e reduzir os sintomas, uma vez que a LVC não tem cura. O responsável deve estar atento em proteger o pet do contato com o mosquito-palha, por exemplo deixando-o com coleira repelente

Os exames para o diagnóstico da leishmaniose canina são realizados gratuitamente na rede pública de saúde, mas o tratamento do cão é particular. "O poder público adota medidas de controle do vetor, mas vencer essa batalha exige ação conjunta entre prefeitura e sociedade. As pessoas precisam eliminar de suas residências focos que favorecem a proliferação do mosquito-palha, e os donos devem ter a posse responsável dos animais", diz a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Vanessa Pereira.  

Manter o ambiente limpo e livre de matéria orgânica (folhas, restos de alimentos e fezes) é muito importante para reduzir a presença do mosquito transmissor da LVC, já que é por esse tipo de resíduo que o inseto se reproduz. Além disso, é essencial limpar periodicamente o abrigo dos animais domésticos. Em caso de dúvidas sobre o assunto, o cidadão pode contatar o CCZ pelo telefone (34) 3822-9624 (ligação e WhastApp). 







 
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